Em Julho o Japão sofreu com um dos maiores tremores da sua história: um terremoto com mais de 7 pontos de magnitude. A costa leste do país foi engolida pelo tsunami que seguiu-se ao tremor e a destruição pôde ser observada nas imagens veiculadas pela mídia. Leia-se destruição, não caos. Por quê?
Se tivesse ocorrido a mesma coisa no Brasil, Deus! Não teria sobrado pedra sobre pedra. Os brasileiros teriam aumentado a própria magnitude do terremoto, pois constituem um povo muito civilizado e com senso de coletividade. Seria um caos verdadeiro, no mais amplo e fiel sentido da palavra. O corre-corre instalaria-se antes e depois do acontecido, as lojas e afins seriam saqueadas, os políticos iriam aproveitar para desviar dinheiro de ajuda humanitária, a mídia iria colocar toda a culpa no governo, o trânsito beiraria o desespero e nem as escolas teriam estrutura física para alojar adequadamente os desabrigados.
O que é isso? É “Brasil! Meu Brasil brasileiro/Meu mulato izoneiro/Vou cantar-te nos meus versos”. Isso se ninguém pisotear-me, claro.
No Japão, entretanto, houve ordem durante todo o processo: sem correrias, sem desespero. Nos dias que se seguiram ao fato, os japoneses demostravam sobriedade e cautela diante de toda a destruição sentida. Não houve baderna, saques, mas filas perfeitamente organizadas nos estabelecimentos comerciais, tal organização que repetiu-se nos alojamentos. Como de costume, os garis continuaram a apanhar o ínfimo lixo das ruas com uma espécie de ‘pegador’.
Observando isso, então, vê-se a diferença entre quem tem “Ordem e Progresso” na bandeira, e quem os possui tatuados no comportamento.
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