Hoje acordei-me emocionado e contagiado pelas glórias e conquistas deste dia: independência do Brasil. Viva! Foi num 7 de setembro que o então príncipe D. Pedro rompeu politicamente com Portugal e tornou-se o imperador D. Pedro I. Permanecemos agroexportadores, escravistas, com um imperador estrangeiro, mas pra quê lembrar disso? Independência! Ainda estou tomado por esse sentimento.
Foi uma honra ver a presidente Dilma Rousseff assistir ao desfile da independência em Brasília, mesmo sabendo que ela é dependente das chantagens do PT, do PMDB, de ministros corruptos, de uma base aliada coronelística preocupada exclusivamente com seus interesses, de uma “América para os americanos”, enfim, ela deveria estar também emocionada com tanta independência.
Outra honra maior foi contemplar os protestos organizados por sindicalistas e as bandeiras vermelhas tremulando em meio ao povo aguerrido e sedento de direitos: o povo brasileiro! Não há maior independência do que líderes sindicais abocanharem-se por uma verbinha governamental. Lula os viciou, tornou-os independentes. É, certamente, um dia mais do que justo para que eles comemorem.
É uma pena que o amanhã chegará e eu já terei esquecido desta bela data. Entretanto, não quero esquecer-me das pessoas honradas e dignas que me representam e lutam pelos meus direitos. Direitos de brasileiro… Mas enquanto estamos no hoje, comemoremos! Viva a independência! Viva ao PT! Viva a esquerda sindical!
O amanhã chegou. Esqueci os vivas. Me acomodei novamente. Sou brasileiro.
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