E aquele
olho
meio claro,
meio escuro,
que na
sombra do minuto
se perde sem
pensar.
Delicadas malvadezas
que pelo
reflexo
quase faz
chorar,
a bubina
rebubina
na canção de
Capitu
com seu olho
quase nu
refresca meu
desejo de amar.
Hoje na
sombra, no refúgio
a cabeça me
faz pensar,
já não vale
tantas mãos
e tantos pés
se a clara
evidência
de seus
passos
já não posso
enxergar.
Pássaro,
que nessas
horas voa longe
sente a
presença de viver,
cantar e
andar não vale mais nada
agora o que
vale é voar
para os
braços da figueira,
e que lá
seja feliz
fincando suas
garras num toco oco.
- O que
restou do seu sonho?
- Nada não,
foi em vão.
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